Geração de Cenouras
Por que toda forma de vida tem uma duração determinada? Por que não nos questionamos muito sobre a quantidade de velas no nosso bolo de aniversário? Sempre me perguntei sobre o significado da vida, sobre o significado da morte e até mesmo o porquê morremos, mas não me lembro de ter pensado muito (ou pouco) sobre a duração da vida. Estranho... Afinal de contas, não vivemos o mesmo tempo que vive uma tartaruga (salvo aquelas pertencentes a membros da minha família, submetidas a condições dignas de estudo) nem o tempo que vive uma mosca!
Nossa vida tem uma duração média equivalente ao nosso estilo de vida e meio ambiente, com toda certeza. Mas começamos nossa história como humanos já com essa média mais ou menos determinada. Apenas vamos esticando um pouquinho a cada geração ou duas.
Mas realmente, por que vivemos 70-75 anos? (Ou a média que qualquer um preferir). Por que nesse breve período de tempo devemos passar por um número “x” de experiências que nos dará condições emocionais e lógicas de sobreviver à etapa seguinte? Se pararmos para pensar, qualquer jogo é uma cópia fiel do nosso sistema de aprendizado. Começa tudo tranqüilo, fácil, divertido. Em seguida tudo vai ficando mais difícil, rápido e confuso. Até que a gente descobre os segredos do jogo (ou acaba trapaceando e descobrindo uma série de subterfúgios para vencer mais facilmente). A partir desse momento, a brincadeira se torna mais divertida. Bem, ao menos para aqueles que conseguem descobrir a lógica do jogo.
Por que todo jogo tem uma lógica. Uma quantidade, dificuldade e duração de estágios determinadas (a tentação de escrever pré-determinada é bem grande). Por que a vida deveria ser diferente? Criamos os jogos partindo da nossa própria imaginação, baseada certamente nas nossas experiências, cotidianas ou não.
A criação do Universo sempre é um tema espinhoso. Deixando de lado todas as nossas crenças religiosas e/ou espirituais (nunca entendi como uma crença religiosa possa ser diversa de uma crença espiritual... no final das contas é tudo a mesma sopa, não??) de lado, o problema é cientificamente complicado. Mas deixemos também de lado a ciência. Pare agora e imagine algo infinito. Hm... Agora imagine algo eterno... Melhor, imagine algo sem começo e sem fim. Difícil, não é? Nossa mente simplesmente não comporta a idéia, por mais que possamos matematicamente, ou até mesmo, fisicamente provar. Agora pior... Imagine que o universo seja finito! Que virando a esquina da zilhionésima estrela a esquerda o fim do mundo te espera. Simplesmente claustrofóbico.
Já não gosto muito de passar mais do que o tempo necessário em elevadores, imaginar um Universo finito apenas me dá mais dor de cabeça. Mas é uma possibilidade, não é? Afinal de contas, nossas últimas descobertas apontam para um Universo que contrai e expande... Só contrai e expande algo que tem um limite, um tamanho específico. Ou não?
Quem determina o tamanho das coisas? Quem me garante que o infinito não possa crescer? Quando eu era criança (com certeza meus pais podem contestar o tempo verbal...), o infinito para mim era um número muito grande. E quem determina o tamanho das coisas??
Porque certamente quem determinou que o Universo devesse ter um tamanho específico (ou não????) deve ter determinado que o ciclo de vida dos humanos seja a fração de tempo que é. A evolução determinou esse período? Hm... Certamente. Mas por quê? Sei que existe uma clara relação entre o tempo de vida de todos os seres e suas cadeias alimentares. Será que devemos viver o tempo suficiente para comer por volta de 200 gerações de cenouras?
Infelizmente, não tenho a resposta para a minha pergunta inicial. Talvez essa seja uma daquelas questões filosóficas em que mais importante que perguntar e obter uma resposta imediata, o interessante é o caminho que leva à resposta. Afinal de contas, todo e qualquer avanço tecnológico partiu de perguntas como essa. Perguntas que aparentemente não têm resposta, mas que nos levam a ultrapassar qualquer limite imposto pela nossa própria natureza e andar um passo avante.
Ainda não sei por que a vida é breve e essa brevidade é mais ou menos determinada. Não sei por que o Universo foi criado e porque eu nasci humana e não uma beterraba. Não sei quem criou o mundo, nem quando esse mesmo mundo irá chegar ao fim. Mas certamente sei que, enquanto continuamos a questionar a nossa origem e natureza, existirá a criança dentro de nós que acredita que infinito é um número muito grande... E que o mundo é esse lugar maravilhoso e repleto de mistérios onde cada minuto vale a pena ser bem vivido.
Nossa vida tem uma duração média equivalente ao nosso estilo de vida e meio ambiente, com toda certeza. Mas começamos nossa história como humanos já com essa média mais ou menos determinada. Apenas vamos esticando um pouquinho a cada geração ou duas.
Mas realmente, por que vivemos 70-75 anos? (Ou a média que qualquer um preferir). Por que nesse breve período de tempo devemos passar por um número “x” de experiências que nos dará condições emocionais e lógicas de sobreviver à etapa seguinte? Se pararmos para pensar, qualquer jogo é uma cópia fiel do nosso sistema de aprendizado. Começa tudo tranqüilo, fácil, divertido. Em seguida tudo vai ficando mais difícil, rápido e confuso. Até que a gente descobre os segredos do jogo (ou acaba trapaceando e descobrindo uma série de subterfúgios para vencer mais facilmente). A partir desse momento, a brincadeira se torna mais divertida. Bem, ao menos para aqueles que conseguem descobrir a lógica do jogo.
Por que todo jogo tem uma lógica. Uma quantidade, dificuldade e duração de estágios determinadas (a tentação de escrever pré-determinada é bem grande). Por que a vida deveria ser diferente? Criamos os jogos partindo da nossa própria imaginação, baseada certamente nas nossas experiências, cotidianas ou não.
A criação do Universo sempre é um tema espinhoso. Deixando de lado todas as nossas crenças religiosas e/ou espirituais (nunca entendi como uma crença religiosa possa ser diversa de uma crença espiritual... no final das contas é tudo a mesma sopa, não??) de lado, o problema é cientificamente complicado. Mas deixemos também de lado a ciência. Pare agora e imagine algo infinito. Hm... Agora imagine algo eterno... Melhor, imagine algo sem começo e sem fim. Difícil, não é? Nossa mente simplesmente não comporta a idéia, por mais que possamos matematicamente, ou até mesmo, fisicamente provar. Agora pior... Imagine que o universo seja finito! Que virando a esquina da zilhionésima estrela a esquerda o fim do mundo te espera. Simplesmente claustrofóbico.
Já não gosto muito de passar mais do que o tempo necessário em elevadores, imaginar um Universo finito apenas me dá mais dor de cabeça. Mas é uma possibilidade, não é? Afinal de contas, nossas últimas descobertas apontam para um Universo que contrai e expande... Só contrai e expande algo que tem um limite, um tamanho específico. Ou não?
Quem determina o tamanho das coisas? Quem me garante que o infinito não possa crescer? Quando eu era criança (com certeza meus pais podem contestar o tempo verbal...), o infinito para mim era um número muito grande. E quem determina o tamanho das coisas??
Porque certamente quem determinou que o Universo devesse ter um tamanho específico (ou não????) deve ter determinado que o ciclo de vida dos humanos seja a fração de tempo que é. A evolução determinou esse período? Hm... Certamente. Mas por quê? Sei que existe uma clara relação entre o tempo de vida de todos os seres e suas cadeias alimentares. Será que devemos viver o tempo suficiente para comer por volta de 200 gerações de cenouras?
Infelizmente, não tenho a resposta para a minha pergunta inicial. Talvez essa seja uma daquelas questões filosóficas em que mais importante que perguntar e obter uma resposta imediata, o interessante é o caminho que leva à resposta. Afinal de contas, todo e qualquer avanço tecnológico partiu de perguntas como essa. Perguntas que aparentemente não têm resposta, mas que nos levam a ultrapassar qualquer limite imposto pela nossa própria natureza e andar um passo avante.
Ainda não sei por que a vida é breve e essa brevidade é mais ou menos determinada. Não sei por que o Universo foi criado e porque eu nasci humana e não uma beterraba. Não sei quem criou o mundo, nem quando esse mesmo mundo irá chegar ao fim. Mas certamente sei que, enquanto continuamos a questionar a nossa origem e natureza, existirá a criança dentro de nós que acredita que infinito é um número muito grande... E que o mundo é esse lugar maravilhoso e repleto de mistérios onde cada minuto vale a pena ser bem vivido.



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