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Sunday, February 19, 2006

Adagio by Barber

There is a song I feel the need to hear when things in my life take an unexpected turn.

I started with this habit around the time I was 12 and since then the song has found a way of penetrating through whatever wall I build to protect myself from hurt.

I listened to it when I found out I was pregnant and through out the 7 months that followed. I listened to it the first time my heart was crushed and I felt like it was time to give up on someone. I listened to it when I was alone and had no one to turn to for help. I listened to it when someone very dear to me needed me and I had to find in me the strength to hide my hurt and help. And I am listening to it tonight.

Life has interesting ways of telling us we must heal a wound. It gives us the first blow and it is like it is saying: “Fix yourself now”. And then when you do not… It just comes back and gives you a second blow and says “I gave you the first chance. This is the second… Want to risk experiencing a third?”

Oh God! I don’t! I honestly don’t.

I always saw my life as a combination of my dreams. The ones I made come true and the ones I had to say goodbye to. My biggest dream was to have children. And that one I received as a present. The greatest gift I have. But it came to me with the condition that I would have to give up on some other dreams I had. And I did. I did it without looking back once. I cannot imagine life without this dream. I cannot imagine where I would be today.

I cannot lie and say that choosing between one dream instead of another came without pain. Oh, it hurt. And it hurt deep. Somehow I realize that it left scars that are far deep. It left me with a certain amount of anger against a source with no face, no name… no shape. I am ashamed of that anger. Really ashamed. But it took me almost 10 years to realize it was there.

Today I can feel the pain of losing a dream that was not mine. And another one that was.

I feel wounds that I could not heal being reopened. I feel all the anger of feeling a love that has no purpose. I feel all the anger of feeling something inside that was not wanted. I feel the anger of the one who was stabbed in the back. I feel all the anger of the one who wants to hate more than anything… but just can’t.

Today I am alone. Alone with the anger that has no face and the hurt that is too fresh to be understood. I am alone to face the fears I see pilling at my door. I am alone. All alone.

And still… I am not the one who hurts more… I am not the one who lost. I am not the one whose heart I mourn.

I am the one who got the dream… but later in life, lost the love…

Saturday, February 18, 2006

Quase


Esse é um texto que escrevi em 2004... Mas ainda bem válido! :)



Bah! Quanto tempo que não escrevo!!! Creio que a gente vai se acomodando, encontrando desculpas e mais desculpas... até que um dia percebe que um longo tempo passou e não fizemos o que gostaríamos de ter feito...

Hoje é 11 de Setembro. Três anos após o atentado à Nova York. Quanta coisa mudou, né? Possivelmente uma enormidade de pessoas que se deixavam levar pela rotina mudaram. Aposto que muitas pessoas não deixaram para amanhã o que poderiam fazer hoje. Aposto que, ao menos naquele ano de 2001, uma enormidade de pessoas deu mais valor à vida.

Assim como depois de Madri. Assim como depois de Beslan. Por sinal, a que ponto podemos chegar, não? Um atentado terrorista em uma escola, matando quase 700 pessoas, na maioria crianças! O mais incrível é que nem dá para culpar outra espécie ou aliens.. São representantes da nossa própria espécie que nos mostram o quão bestiais podemos ser.

Pois é... Imagino eu que sempre haverá grandes tristezas que usamos como aviso para despertar e fazer aquilo que nos propusemos a fazer. O que para nós é importante. Nossas prioridades.

Mas, na maior parte do tempo, passamos a vida em um mundo “meio termo”, “em cima do muro”, “no meio do caminho”. Caímos no “QUASE”. Quase escrevi, quase aprendi a tricotar, quase fui pianista, quase gostei de você, quase fui amada... QUASE.

Quando tempo de nossas vidas dedicamos ao quase? Puxa, se a gente parar e resolver se imbuir da mais profunda sinceridade, QUASE toda a vida. O que nos salvam são os instantes em que o quase vira fato. Se não fossem esses instantes, nós quase teríamos sido concebidos e quase teríamos vivido para quase passar pela vida e aprender que quase viver não é suficiente. Nem perto de ser.

Eu quase escrevi tantas vezes... Em outras, cheguei a escrever e quase enviei o email. Mas não fiz nada disso... No processo, deixei de saber novidades, deixei de conversar com pessoas que amo e deixei de partilhar tantas coisas que gostaria de ter dividido. E infelizmente, nesse caso não foi quase. Simplesmente não aconteceu.

E assim vamos aprendendo. Não creio que precisemos de pessoas morrendo de forma horrenda para nos lembrar que a vida não é feita do que quase fizemos e sim daquilo que efetivamente fazemos. Não precisamos de guerras para provar que estamos vivos. Basta amar. Basta sorrir. Basta cantar. Basta sentir. Basta. Pronto, vivemos inteiramente e não mais quase...

Tão simples a fórmula, não? Por que nos parece tão difícil evitar o quase?

Bem, dessa vez não vou contar de viagens ou as partes engraçadas da viagem... QUASE acrescentei, mas não o fiz. E pronto. Porque o quase dessa vez significou que eu substituí a proposta inicial por outra. Foi melhor? Foi um momento quase? O que nos dá a certeza de que um “momento quase” não é um “momento fato”... Hm, creio que só nós mesmos temos essa resposta. Creio que justamente ESSE é um dos maiores dilemas da vida.

Um tempo atrás eu li um livro que se tratava justamente disso... Os caminhos que tomamos na vida, nossas escolhas. O que nos garante que uma escolha seja melhor que a outra. Que um momento quase não é um quase e sim a melhor escolha que fizemos na vida. Afinal de contas, eu quase poderia ter perdido meu filho durante a gravidez... Eu quase poderia não ter vindo para a Itália. Eu quase poderia não ter conhecido você. E que seria de mim? Certamente eu não seria eu e, supostamente, você não seria você.

Nossas vidas estão conectadas e a escolha de um afeta o outro. A chave está realmente nessas escolhas. Porque muitas serão consideradas como “quases” e outras como excelentes opções. Por algumas são aplaudidas e outras seriamente criticadas? Quem é o juiz dessa nossa partida?

Hoje, nesse instante da minha vida, nesse singular momento... posso dizer que só tenho a agradecer as minhas “quase” escolhas. Aos meus quase momentos. EU SEI que viver no quase não é lá muito legal. Eu sei que devemos fazer aquilo que queremos, ter nossas prioridades, etc.... Mas gente, se não fossem os meus “quases” eu não teria errado (e estaria errando), eu não teria aprendido ( e estaria aprendendo). Eu seria perfeita. Eu estaria morta, porque obrigatoriamente o que é perfeito significa que está completo e o que está completo está finalizado.

Só posso imaginar que os “quases” podem ser bons, desde que saibamos escolhê-los bem. Desde que saibamos viver com nossas escolhas. Vamos errar e vamos magoar pessoas que amamos, algumas vezes vamos poder compensá-las e outras não. Alguns erros terão conserto, outros não. E não tem choro porque a vida continua.

Creio eu que é justamente nesse segundo que definimos se as nossas escolhas viram “quase momentos” ou viram as “escolhas que nos trouxeram até aqui”. Na hora em que as aceitamos como parte de nossa vida e seguimos em frente.

Na hora que paramos de preocupar-nos com o que quase fizemos e damos mais atenção ao que fazemos. Na hora em sonhamos e crescemos, amamos e choramos. Na hora em que cantamos e damos risada, em que trabalhamos e conversamos.

Na hora em que vivemos e descobrimos quem realmente somos.

Music Without Words

Life has funny ways...


Since always I remember music being part of my life. In one way or another it has been there, as a constant companion. I played the piano, I sang along, I just listened to it, I cried and I laughed. I found love and I found hatred. Every single important moment in my life has a song attached to it. The soundtrack of my memories.

In the same fashion, writting and reading because part of me. I wrote dozens of juvenile poems full of hope and dispair. I wrote editorials that only I would read, I wrote letters, long stories, make believe trip journals, real trip journals, short stories... And then I read... I read and read and read. Oh, how much I read. I cannot begin to count the number of exams I did not study to because I was reading a book and could not leave it.

I still love music and I still hear it playing inside my head. I still read quite a lot. But I rarely write or play my piano nowadays... I needed something to fill up that void!

I am learning photography (ok, let's be honest: "to take pictures"). And it is so overwhelming, so much fun, so inspiring! It is like music, it is like prose and poetry... But it is all that in an image.

I know this might sound ridiculous... Images were always important to me... However, I saw them more often inside my head than out of it. I imagined them more often than really saw what was around me.

Phography has been giving me a new layer, a new "sense". I am not thinking of becoming a professional, of being amazinly good as a lot of people around me here... or anyting other than what I am... An apreciator! I do it because it gives me pleasure. I do it because I makes me happy. I do it because it teaches me about myself and about the world. I do it... most of all because I can hear music when I take a picture.

And that is why I know photography will always be special for me. It is music without words...