The Loneliness of the Long Distant Hunter
"(…) In a single cracking instant we were endowed with a universe that was vast (…), possibly any size up to infinite(…)." Bill Bryson on A Short History of Nearly Everything
A solidão sempre foi um tema que me fascinou. Verdade seja dita, eu tenho um pouco de estranheza em mim. Não por acaso eu costumava visitar cemitérios porque eu amava a paz, a quietude, o mistério… e amava ler as lápides com os epitáfios. Não foi à toa que eu cresci lendo poesias e os clássicos. Eles são repletos de lágrimas, derramamento de sangue em nome do amor e desespero e, repletos de solidão.
Quando eu li um artido na BBC News (Loneliness Could Be in Your Genes) que discutia sobre a solidão e suas raízes genéticas, minha curiosidade foi atiçada. Eu não posso dizer que tenha ido muito mais longe ao lado cientifico da história. Não posso dizer que tenha ido muito longe ao lado psicológico ou sociológico também. Para dizer a verdade, eu não fui muito mais longe a nenhuma direção. Mas o artigo me fez pensar e me fez querer escrever algo a respeito.
Hoje, o tema da noite será: SOLIDÃO! Vamos começar do princípio (e existe algum outro ponto de começo?). A definição de solidão no dicionário é:
- Condição, estado de quem está desacompanhado ou só.
- Lugar ermo, retiro.Isolamento.Caráter dos lugares ermos, isolados.
- Sentimento de depressão resultante de se estar só.
Todos nós nos sentimos sós ao menos uma vez em nossas vidas. As sensações variam, mas em geral nós experimentamos algum ponto da lista:
- Vazio ou superficialidade;
- Sentimento de isolamento ou separação do mundo;
- Vago sentimento de que algo não está certo;
- Um profundo sentimento de privação e dor;
- A não existência de alguém com quem dividir os sentimentos e experiências;
- Sentimento de falta de conexão e alienação com o entorno e com as demais pessoas;
- A vida parece sem sentido e sem pessoas com quem dividi-la;
- Sentimento de desconforto ao se estar só e consigo mesmo;
- Sentimento de que não existe ninguém na sua vida que se importe com você;
- Estar sem amigos ou se companhia;
- Sentimento de que não existe ninguém que queria estar com você;
- Sentimento de abandono e exclusão;
- Incapacidade de se conectar com qualquer pessoa em nível físico ou sentimental.
"Pesquisadores afirmam que a solidão pode ter se desenvolvido cedo na evolução humana como uma resposta dos “caçadores” enfrentando condições de desnutrição. Esses caçadores podem ter decidido não dividir suas provisões com suas famílias. Ao sobreviver à fome, nossos ancestrais podem ter sido capazes de se propagar durante os períodos fartos, teorizam os pesquisadores. Ao desenvolver a solidão como adaptação para a sobrevivência, esses antigos humanos também desenvolveram tendências à ansiedade, hostilidade, negatividade e a tendência de evitar a sociedade, eles disseram." (http://news.softpedia.com/news/Loneliness-Could-Be-Hereditary-12218.shtml)
O gen da Solidão também combina bastante com o gen do Macho Alfa. Machos principais gostam de estar sozinhos, quer dizer, sem a presença de outros machos competidores. Eu duvido que qualquer pessoal possa discordar do fato que o comportamento do Macho Alfa (que se aplica também às fêmeas de uma forma um pouco diferente) ainda seja uma característica humana. Nós já temos uma combinação para lá de explosiva sem nem ao menos contar com qualquer outra característica humana. Por outro lado, quais das nossas respostas ao meio ambiente não se torna parte dos nossos genes? Em que ponto o nosso comportamento cruza a linha e se torna uma herança genética? Eu lembro claramente de ter longos debates no segundo grau e aulas de sociologia na faculdade totalmente dedicadas a distribuir a culpa dos nossos atos ou nos nossos genes ou no meio ambiente.
Tendo Darwin ao meu lado novamente, eu me sinto confiante ao dizer que muito nos nossos genes vêm das respostas dos nossos antepassados ao seu meio ambiente, se não todas. Os vencedores sobreviveram e passaram para frente sua herança. Nossa herança genética é feita completamente de lentas mudanças no comportamento das espécies e nas mudanças de suas características físicas (que podem ter sido causadas pelo comportamento que podem ter causar diferentes comportamentos também). Essas mudanças fizeram de nós quem somos. Então, seria seguro dizer que nossa pré-disposição à solidão é genética. Alguns podem ser mais pré-dispostos que outros, da mesma forma que algumas pessoas podem ter olhos mais escuros que outras. Hm... Encontrar o gen pode ser um “pouco mais” difícil que minhas divagações nenhum pouco cientificas, imagino eu.
Eu me pergunto se já não carregamos em nossos genes um pequena parte de informação que nos diz como atender ao telefone... Até que ponto os nossos genes estão programados para responder instintivamente? Em que ponto de nossa evolução nós estamos? Depois de quantas gerações um determinado comportamento se torna genético? OK... Este texto já está um tanto quanto longo! Já cobrimos terreno suficiente sobre genética e sobre o nosso passado. Nosso próximo passo será conversar um pouco mais sobre o presente... E sobre solidão. E a mesma velha pergunta: estamos sozinhos no Universo?
Mais a seguir....
Mais links sobre Genes Solidão:
http://www.webmd.com/content/article/115/111553?src=rss_psychtoday
http://news.softpedia.com/news/Loneliness-Could-Be-Hereditary-12218.shtml
http://health.dailynewscentral.com/content/view/0001906/31/
http://www.cbsnews.com/stories/2005/11/10/health/webmd/main1036338.shtml
http://www.rxpgnews.com/research/psychiatry/psychology/behaviouralscience/
article_2833.shtml








